Vejo já nossos passos,
Forasteiros pés na grande feira.
Nós de mãos dadas,
Uma senhora tecendo rede,
O homem vendendo o peixe
Que eu nem sei se tem por lá.

Depois, as mãos soltas:
Escolhem fruta, pão, queijo, farinha.
Tudo o que nos sustente.

Eu pego o vaso de barro,
As flores para por dentro dele,
Um pedaço de chita.
Que também é de se enfeitar
A casa que será nossa.

2 pessoas se inquietaram:

Rodrigo Barata disse...

Quanta leveza, quanta facilidade, quanta poesia em suas palavras.
Coisa linda de se ler, de viver, conviver.
Sonhei tanto a cada verso lido...
Poesia inspiradora.

...nós juntos.

De mãos dadas, amo!

Rô.

Rodrigo Barata disse...

Reli, reli, reli e não resisti em comentar novamente, em festejar poesia tão linda, tão linda, uma das melhores das melhores.
Me deixou com vontade de pegar de ti emprestado um pouco de inspirações e letra e soprá-las num pedaço de qualquer papel.
Ah, me deixou com monte de vontade de nosso cantinho e suas rotinas.

Amo!

Rô.