Sinto ainda preguiça
Dessa história de ser mulher feita
E de ter de abandonar a menina
Que dialogava com peixes
E dormia na areia
Em tardes quentes de verão

O tempo, este homem misterioso
Que me ronda os dias,
Ainda não sei se me cai melhor
Como amante ou carrasco
Pois se me faz sentir na pele
A delícia de ser mulher
Também um pouco me mata
Sempre que me toca
Nestes meses de janeiro

2 pessoas se inquietaram:

Rodrigo Barata disse...

Linda como ela, essa minha menina preguiçosa. Adorei!

"Tempo, tempo, tempo, mano velho"

Amo um tanto quanto muito!

Raposa Noturna disse...

Amiga Liu!
Sempre com belos poemas!

Grande abraço!